segunda-feira, 2 de novembro de 2026

Janela Indiscreta

Janela Indiscreta 
Outro clássico absoluto da filmografia do mestre Alfred Hitchcock. O enredo é relativamente bem simples. Depois de sofrer um acidente durante um trabalho, onde acaba quebrando sua perna, o fotógrafo L.B. 'Jeff' Jefferies (James Stewart) fica imobilizado em seu apartamento em Nova Iorque. Para passar o tempo e matar o tédio ele começa a observar de sua janela a rotina de seus vizinhos. Há de tudo. Uma solteirona desesperada e deprimida para arranjar o amor de sua vida; um casal em pleno fogo de lua de mel; uma bailarina bonita que é cortejada por vários pretendentes; um compositor que passa os seus dias ao piano e... um vendedor que supostamente teria matado a própria esposa durante a madrugada! Após presenciar atos bem estranhos dele, Jeff se convence que ele matou a mulher, a esquartejou e colocou partes de seu corpo numa mala. Realidade ou pura ilusão de sua mente?

Após ler um conto de suspense e mistério escrito por Cornell Woolrich, o diretor Alfred Hitchcock decidiu que iria realizar uma versão cinematográfica daquela estória. Obviamente não seria algo fácil. O texto era pequeno, simples e se baseava em apenas uma situação: a de um homem imobilizado, por estar com a perna engessada, que descobria, por acaso, um suposto assassinato no prédio vizinho onde morava. Não havia mesmo muito enredo a se desenvolver, mas Hitchcock era um gênio e acabou realizando uma verdadeira obra prima do cinema. A simplicidade do texto original foi mantida, mas Hitchcock começou a jogar com as situações vividas por seu protagonista, tirando dos pequenos detalhes as maiores qualidades do filme.

Tudo está lá. A atitude voyeur do fotógrafo, sua bisbilhotice inconveniente e condenável, sua hesitação em casar com a noiva, uma jovem linda, rica e maravilhosa (interpretada por Grace Kelly) e por fim sua incapacidade de controlar as situações que vão acontecendo diante de seus olhos. Jeff (o personagem de James Stewart) é um homem de ação, que viveu toda a sua carreira viajando para os lugares mais distantes. Agora ele está impedido de agir por causa da situação em que se encontra. Hitchcock assim mistura ansiedade, imobilismo e suspense em um mesmo caldeirão. O resultado é primoroso. Em termos de linguagem cinematográfica o diretor conseguiu trazer o melhor de si para o espectador. Ele utiliza de todas as formas de narrativa disponíveis na época para deixar o público se sentindo como parte de tudo o que acontece na tela.

Também usa, com muita competência, a linguagem subjetiva, principalmente quando o protagonista Jeff espia o que está acontecendo ao redor de sua janela. Nesse caso a visão do personagem é a mesma do público. A ideia é dar a todos as mesmas sensações que o fotógrafo sente, onde tudo vê, mas nada pode realmente fazer. Uma posição passiva que causa o desconforto que o cineasta quer passar. Por tudo isso e muito mais esse é um clássico da filmografia de Alfred Hitchcock que merece ser sempre revisto. E para aqueles que gostam de achar as pequenas pontas que o próprio Hitchcock gostava de fazer em seus filmes, repare no quarto do compositor. Bem ao lado do pianista lá está a figura inconfundível do grande mestre do suspense. Mais divertido, impossível.

Janela Indiscreta (Rear Window, Estados Unidos, 1954) Estúdio: Paramount Pictures / Direção: Alfred Hitchcock / Roteiro: John Michael Hayes / Elenco: James Stewart, Grace Kelly, Wendell Corey, Thelma Ritter, Raymond Burr, Georgine Darcy / Sinopse: O filme acompanha L.B. 'Jeff' Jefferies (James Stewart). Imobilizado em uma cadeira de rodas após sofrer um acidente ele começa a espiar seus vizinhos, apenas para matar o tédio. Só que acaba descobrindo algo terrível acontecendo do lado de fora de sua janela. Filme indicado ao Oscar nas categorias de Melhor Direção (Alfred Hitchcock), Roteiro (John Michael Hayes), Fotografia (Robert Burks) e Som (Loren L. Ryder).

Pablo Aluísio.

Amar é Sofrer

Amar é Sofrer
Frank Elgin (Bing Crosby) é um ator e cantor decadente com sérios problemas de alcoolismo que tenta se reerguer na carreira. Tentando conseguir um papel em uma peça off Broadway ele acaba sendo ajudado pelo produtor Bernie Dodd (William Holden) que resolve lhe dar uma última chance. Para isso conta com o apoio da esposa de Frank, Georgie (Grace Kelly), uma mulher de forte personalidade que quer ver o marido brilhar novamente nas marquises da Broadway em Nova Iorque. "Amar é Sofrer" é um excelente drama que foca nos bastidores do meio teatral norte-americano na década de 50. O personagem de Bing Crosby é um presente a qualquer ator. Embora Crosby não fosse um intérprete brilhante aqui ele mostra muita desenvoltura e talento em um papel extremamente complexo, principalmente para ele que era mais cantor do que essencialmente um ator de profissão. Considerado ao lado de Elvis e Frank Sinatra uma das mais belas vozes do século XX, Crosby brilha como Frank Elgin, um sujeito corroído por dentro, amargurado pela vida que tenta desesperadamente por uma redenção final. Para quem é fã do Crosby cantor também não há o que reclamar. Ele interpreta várias canções ao longo do filme, até porque a peça que seu personagem estrela é na verdade um musical de vaudeville. Crosby tinha uma voz poderosa e rica mas era um artista bem modesto em relação ao seu grande talento tanto que mandou colocar em sua lápide a despretensiosa inscrição: "Era apenas um bom sujeito que sabia levar uma boa canção em frente".

Além de Bing Crosby em grande forma o elenco ainda reserva duas outras grandes surpresas. A primeira é a presença magnífica de Grace Kelly. Aqui ela foge completamente dos tipos que costumavam interpretar nas telas. Praticamente sem maquiagem sua caracterização mescla momentos de forte personalidade com ternura. Muitos duvidavam da capacidade interpretativa da atriz, principalmente na época, mas tiveram que dar o braço a torcer diante desse excelente trabalho dela. Grace Kelly acabou vencendo o Oscar de Melhor Atriz e o Globo de Ouro na mesma categoria por essa maravilhosa atuação. Completando o ótimo trio central temos aqui um William Holden dominando todas as cenas com sua imponente presença. Curiosamente em um enredo que toca tão fundo na questão do alcoolismo, Holden parece não ter aprendido muito uma vez que ele próprio sofreu desse mal por anos até ter uma morte indigna de seu nome após uma noite de bebedeiras. Uma ironia do destino? Certamente. Como se tudo isso não bastasse "Amar é Sofrer" ainda tem um dos finais mais sofisticados e elegantes que já vi no cinema. Uma aula de bom gosto em uma produção bem acima da média. Perfeito.

Amar é Sofrer (The Country Girl, Estados Unidos, 1954) Direção: George Seaton / Roteiro: George Seaton baseado na peça de Cliford Odets / Elenco: Bing Crosby, Grace Kelly, William Holden, Anthony Ross / Sinopse: Frank Elgin (Bing Crosby) é um ator e cantor decadente com sérios problemas de alcoolismo que tenta se reerguer na carreira. Tentando conseguir um papel em uma peça off Broadway ele acaba sendo ajudado pelo produtor Bernie Dodd (William Holden) que resolve lhe dar uma última chance. Para isso conta com o apoio da esposa de Frank, Georgie (Grace Kelly) , uma mulher de forte personalidade que quer ver o marido brilhar novamente nas marquises da Broadway em Nova Iorque.

Pablo Aluísio.

As Cartas de Grace Kelly - Parte 7

Grace Kelly (1929 - 1982) foi uma das mais belas atrizes de Hollywood. Preferida do mestre Alfred Hitchcock estrelou um de seus grandes clássicos, "Ladrão de Casaca". Foi vencedora do Oscar de Melhor Atriz em 1954 por "Amar é Sofrer". No começo de sua carreira foi modelo de sucesso em Nova Iorque. Logo se tornou um ícone da moda. Entretanto o sucesso nas revistas da moda não a interessavam tanto como o mundo do cinema. Obviamente que naqueles tempos havia um preconceito contra mulheres que se dedicavam à carreira de atriz em Hollywood. E Grace Kelly tendo nascido em uma família rica e tradicional enfrentou preconceitos ainda mais fortes e presentes. Mesmo assim passou por cima de tudo e enfrentou o desafio de ser uma atriz.

Grace Kelly foi atriz na era de ouro do cinema dos Estados Unidos. Tinha o tipo certo para isso. Era um tempo em que os estúdios estavam atrás de rainhas da beleza para os filmes. A beleza era fundamental nesse aspecto. Quanto mais belas, maiores eram as chances de emplacar uma carreira de sucesso na capital do cinema. Porém não era apenas isso que contava. E Grace sabia disso, por isso procurou estudar a profissão de atriz, frequentou cursos de arte dramática, tanto em Nova Iorque como em Los angeles para onde se mudou por causa da carreira.

E assim ganhou a confiança de grandes diretores de cinema, entre eles Alfred Hitchcock que com ela rodou alguns de seus maiores clássicos. Em "Janela Indiscreta" explorou na atriz a figura da mulher fiel, que sempre estava pronta a apoiar seu companheiro, mesmo quando ele colocava na cabeça que havia um crime sendo planejado e executado no apartamento vizinho. Já em "Ladrão de Casaca" o diretor a escalou para ser uma das peças de seu tabuleiro. Na rica Mônaco um jogo de roubo e charme era jogado e pelas mesmas pessoas, imagine você!

Depois de trabalhar com Hitchcock ela estava pronta para trabalhar com qualquer direitor, mas no final de tudo trocou sua carreira por uma coroa, na mesma Mônaco onde havia filmado seu filme com o mestre do suspense. Dizem que anos depois iria se arrepender de suas escolhas, mas será mesmo? De certa maneira ela trocou mesmo a insegurança de uma carreira de atriz, por mais bem sucedida que fosse, pela posição de esposa do monarca, de princesa de Mônaco. Que bela jovem de sua época não queria ser uma princesa de verdade? Era a concretização de um conto de fadas!

Pablo Aluísio.

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

007 Contra a Chantagem Atômica

007 Contra a Chantagem Atômica
Mais um filme de James Bond, da primeira fase, com Sean Connery no papel principal. Na trama a Spectre consegue colocar as mãos em duas bombas atômicas roubadas de um avião da OTAN. Com elas em seu poder, jogam a ameaça em cima de Inglaterra e Estados Unidos: Ou as nações pagam o valor de 100 milhões de libras esterlinas em diamantes ou a Spectre jogará as duas armas nucleares em duas das maiores cidades desses países. Para recuperar os artefatos roubados o agente James Bond é enviado até as distantes ilhas de Nassau. A missão se revelará uma das mais perigosas da carreira do famoso espião. É o quarto filme de James Bond com Sean Connery. Em termos de qualidade fica abaixo de "Moscou Contra 007" e "007 Contra Goldfinger", mas bem acima de "O Satânico Dr. No" e "007 - Os Diamantes São Eternos" (O pior filme de Bond com Connery no personagem). Se fosse possível resumir essa produção em apenas uma frase poderíamos dizer que se trata da aventura submarina de James Bond.

São várias as tomadas usadas nesse estilo e como sabemos não é fácil dar agilidade a esse tipo de cena. Mesmo assim são bem realizadas e mantém o bom padrão técnico da produção. Praticamente todo o enredo se passa em Nassau, região conhecida por suas belas praias e mares de água azul. Quem assistiu certamente se lembra da piscina com tubarões, algo que ficou bem marcado dentro da franquia. E como sempre acontecia em filmes de Bond dessa época também há diálogos bem espirituosos mostrando aspectos da personalidade do agente mais famoso do cinema. Num deles Bond analisando o rifle de um inimigo pergunta: "Isso é uma arma para mulheres?". Seu interlocutor responde: "Sim, você entende de armas?" ao que Bond tira de letra: "Não, mas entendo de mulheres".

Em outro momento divertido uma agente pergunta porque Bond sempre dorme com várias mulheres em suas missões. A resposta de James: "Faço tudo pela Inglaterra!". Entre as geringonças mostradas podemos citar um dispositivo de voo (que foi usado na abertura das Olimpíadas de Los Angeles anos depois) e uma caneta explosiva, ou seja, nada que saia da rotina das aventuras do agente no cinema. Para padrões atuais o James Bond de Sean Connery seria considerado um machista! Ele é pouco afeito às mulheres com quem se envolve. Na verdade não passam de mera diversão (isso quando não estão tentando matá-lo!). Mesmo assim o filme se mantém como um bom exemplar da série cinematográfica. No geral tem boa trama, é bem movimentado e com ótimas sequências de ação. Chegou inclusive a ganhar um Oscar técnico, de melhores efeitos especiais! Um bom filme de Bond certamente.

007 Contra a Chantagem Atômica (Thunderball, Inglaterra, 1965) Estúdio: Eon Productions, MGM / Direção: Terence Young / Roteiro: Richard Maibaum, John Hopkins / Elenco: Sean Connery, Claudine Auger, Adolfo Celi / Sinopse: O agente inglês James Bond (Sean Connery) precisa destruir um plano de chantagem atômica envolvendo um perigoso grupo de criminosos. Filme vencedor do Oscar na categoria de Melhores Efeitos Especiais (John Stears).

Pablo Aluísio.

segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Lady Hamilton

Lady Hamilton
Depois do grande sucesso de "E O Vento Levou" a atriz Vivien Leigh decidiu deixar Hollywood para trás. Estava cansada dos grandes estúdios, dos produtores, dos executivos americanos. Ela via a atuação de uma outra maneira, como grande arte. Não apenas como algo para se fazer grandes fortunas, em filmes comerciais produzidos em ritmo industrial. Assim ela voltou para sua terra natal, a Inglaterra. Ao lado de Laurence Olivier, seu marido e grande nome do teatro e cinema britânicos, ela começou a procurar por um roteiro realmente artístico para voltar ao cinema. Acabou encontrando em "Lady Hamilton". Esse filme se tornaria a primeira adaptação para o cinema do romance histórico "Fire Over England" escrito por AEW Mason.

A história era bem evocativa de um passado glorioso do império britânico. Sir William Hamilton (Alan Mowbray), um viúvo de meia idade, se torna o embaixador britânico na corte de Nápoles. Emma (Vivien Leigh) é uma jovem inglesa que em visita a sua mãe acaba conhecendo Lord Hamilton. Não demora muito e eles começam um romance. A paixão é compartilhada e em poucos meses eles decidem se casar. Apesar da diferença de idade, o casamento vai bem até Emma, agora Lady Hamilton, conhecer o jovem e destemido Lord Nelson (Laurence Olivier), um militar condecorado, considerado um verdadeiro herói para os britânicos. Apesar da rígida moralidade da sociedade inglesa de sua época, Emma não consegue se controlar e acaba tendo um ardente romance com Nelson, gerando um escândalo na sociedade Londrina.

Essa produção, cujo enredo foi baseado em fatos históricos reais, tem muita classe e sofisticação. Fica claro, desde os primeiros momentos, que os britânicos queriam mostrar aos americanos toda a superioridade de seu nível cultural, sempre mais refinado e elevado. O filme apresenta uma produção pomposa, com figurinos luxuosos e cenários ricamente decorados. Laurence Olivier surge com um tapa-olho na maioria das cenas e Vivien Leigh desfila uma infinidade de vestidos elegantes a cada momento. Aliás o figurino do filme, considerado deslumbrante na época, foi um dos destaques. As roupas foram todas assinadas pela figurinista inglesa Marjorie Best.

A direção de fotografia de Rudolph Maté também foi um dos destaques do filme, sendo indicada pela academia ao Oscar, Um filme bonito de se ver, com direção de arte caprichada, foi considerada naquele ano como uma das produções mais bem realizadas em sua reconstituição de época. Os produtores esperavam por uma indicação de Vivien Leigh ao Oscar, mas ela não veio. Na época se dizia que a comunidade do cinema em Holywood havia ficado ofendida pelo fato de que a atriz inglesa havia voltado para Inglaterra, dando as costas para o cinema americano. Havia uma dose de rancor em sua "não indicação". Apesar de tudo isso, o filme ainda hoje é considerado um dos melhores momentos da carreira de Vivien Leigh. Um filme histórico que tem drama, romance e até mesmo uma pitada de tragédia para emocionar os mais sentimentais.

Lady Hamilton, a Divina Dama (That Hamilton Woman, Inglaterra, 1941) Estúdio: Alexander Korda Films, London Film Productions / Direção: Alexander Korda / Roteiro: Walter Reisch, R.C. Sherriff / Elenco: Vivien Leigh, Laurence Olivier, Alan Mowbray / Sinopse: O filme "Lady Hamilton, a Divina Dama" conta a história real, baseada em fatos históricos, do romance de uma dama da alta sociedade inglesa com um famoso almirante da marinha de seu país. A paixão entre ambos causou grande escândalo, porque ela era uma mulher casada. Filme indicado ao Oscar nas categorias de melhor direção de arte (Vincent Korda e Julia Heron). melhores efeitos especiais (Lawrence W. Butler, William A. Wilmarth) e melhor direção de fotografia (Rudolph Maté). Filme vencedor do Oscar na categoria de melhor som (Jack Whitney).

Pablo Aluísio.

Três Semanas de Loucura

Título no Brasil: Três Semanas de Loucura
Título Original: 21 Days
Ano de Lançamento: 1940
País: Reino Unido
Estúdio: London Film Productions
Direção: Basil Dean
Roteiro: Graham Greene e Basil Dean, baseado na peça The First and the Last, de John Galsworthy
Elenco: Vivien Leigh, Laurence Olivier, Leslie Banks, Francis L. Sullivan, Hay Petrie, Esmé Percy, Robert Newton, David Horne e Frederick Lloyd. 

Sinopse: 
Larry Durrant é um homem de espírito independente que retorna a Londres depois de fracassar em uma aventura empresarial na África. Ao reencontrar Wanda Wallen, uma mulher casada por quem está apaixonado, ele acredita que finalmente poderá construir uma vida feliz ao lado dela. Os planos do casal, entretanto, são interrompidos pelo aparecimento de Henry Wallen, o marido de Wanda, que passa a chantageá-los e ameaça revelar o relacionamento. Durante uma violenta discussão, Henry acaba morrendo acidentalmente, deixando Larry diante de uma situação desesperadora. Preocupado com as consequências do ocorrido, Larry procura seu irmão Keith Durrant, um respeitado advogado que está prestes a conquistar uma importante posição profissional. Keith aconselha o irmão a deixar o país, mas Larry se recusa a fugir e acaba envolvido em novas complicações. Pouco depois, um antigo clérigo chamado John Evan é acusado injustamente pelo assassinato, e as evidências parecem suficientes para condená-lo. Diante dessa situação, Larry decide aproveitar o tempo que lhe resta para viver momentos de felicidade ao lado de Wanda, mas promete confessar o crime caso o inocente seja condenado. Os dois passam a enfrentar vinte e um dias de angústia, divididos entre o amor que sentem um pelo outro e a consciência de que a felicidade conquistada pode custar a vida de um homem inocente. 

Comentários: 
Três Semanas de Loucura é um drama britânico que reúne dois dos maiores nomes da interpretação clássica: Vivien Leigh e Laurence Olivier. Dirigido por Basil Dean, o filme foi baseado na peça teatral The First and the Last, escrita por John Galsworthy, e apresenta uma história em que romance, culpa, responsabilidade moral e justiça se entrelaçam. Olivier interpreta Larry Durrant, um homem que precisa escolher entre proteger a própria liberdade e assumir as consequências de seus atos. Vivien Leigh vive Wanda, a mulher que compartilha com ele o amor e a angústia provocados pela situação. Leslie Banks interpreta Keith, o irmão advogado que tenta proteger tanto a família quanto a própria carreira. Um dos aspectos mais interessantes da produção é justamente a maneira como o relacionamento amoroso dos protagonistas se desenvolve sob a ameaça constante de uma tragédia. A direção utiliza ambientes londrinos, cenários cuidadosamente construídos e uma atmosfera de suspense para acompanhar o conflito psicológico dos personagens. A história também explora as diferenças entre a justiça legal e a consciência individual, mostrando como decisões aparentemente justificáveis podem produzir consequências devastadoras. Embora não seja um dos títulos mais conhecidos da filmografia de Leigh e Olivier, o longa permite observar os dois atores em uma fase inicial de suas carreiras, pouco antes de alcançarem reconhecimento internacional ainda maior. 

A produção possui uma história curiosa nos bastidores. As filmagens aconteceram em 1937, quando Leigh e Olivier já mantinham um relacionamento amoroso, e o filme acabou permanecendo arquivado por aproximadamente dois anos antes de chegar ao público. O produtor Alexander Korda pretendia aproveitar o talento de Leigh e impulsionar sua carreira, mas decidiu adiar o lançamento até que a atriz alcançasse projeção internacional com E o Vento Levou, em 1939. A distribuição acabou ficando a cargo da Columbia Pictures, e o filme chegou às telas em 1940. A recepção crítica foi dividida: alguns críticos reconheceram a capacidade da história de combinar suspense e emoção, enquanto outros consideraram a adaptação menos convincente do que a obra teatral original. O próprio Graham Greene, que participou do roteiro, demonstrou insatisfação com o resultado e criticou algumas das mudanças realizadas durante a adaptação. Apesar dessas limitações, a produção conserva interesse histórico por registrar a parceria entre Leigh e Olivier antes de seus trabalhos mais célebres e por apresentar uma narrativa moralmente complexa, centrada na culpa e no sacrifício. O desempenho de Hay Petrie como o homem injustamente acusado também foi destacado posteriormente pelo British Film Institute, que considera sua interpretação um dos pontos fortes do filme. Hoje, Três Semanas de Loucura representa uma curiosidade valiosa do cinema britânico dos anos 1930 e 1940, especialmente para os admiradores de Vivien Leigh, Laurence Olivier e dos dramas psicológicos da época. 

Erick Steve.

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Amando Sem Saber

Título no Brasil: Amando Sem Saber
Título Original: Four's a Crowd
Ano de Lançamento: 1938
País: Estados Unidos
Estúdio: Warner Bros. Pictures
Direção: Michael Curtiz
Roteiro: Casey Robinson e Sig Herzig, baseado em uma história de Wallace Sullivan
Elenco: Errol Flynn, Olivia de Havilland, Rosalind Russell, Patric Knowles, Walter Connolly, Hugh Herbert, Melville Cooper, Franklin Pangborn e Margaret Hamilton. 

Sinopse:
Robert Lansford, conhecido como Bob, é um antigo editor de jornal que atualmente trabalha no ramo das relações públicas e procura conquistar clientes importantes para expandir seus negócios. Quando Jean Christy, uma jornalista que trabalha para um jornal ameaçado de fechamento, procura sua ajuda, Bob percebe uma oportunidade de utilizar o veículo para promover seus próprios interesses. O proprietário do jornal, Pat Buckley, é um jovem empresário que está noivo de Lorri Dillingwell, neta de um milionário chamado John P. Dillingwell. Interessado em conquistar o milionário como cliente, Bob decide aproveitar a situação e propõe transformar Dillingwell em alvo de uma campanha jornalística negativa para depois melhorar sua imagem pública. A estratégia provoca conflitos entre Pat e Lorri, ao mesmo tempo que Jean começa a desenvolver sentimentos pelo próprio Bob. Enquanto os relacionamentos se tornam cada vez mais complicados, o habilidoso publicitário continua manipulando pessoas e acontecimentos para alcançar seus objetivos. Entre intrigas profissionais, confusões românticas e disputas de interesses, os quatro protagonistas acabam envolvidos em uma sucessão de mal-entendidos que ameaça transformar seus planos pessoais em um verdadeiro desastre. 

Comentários:
Amando Sem Saber é uma comédia romântica produzida pela Warner Bros. em 1938, reunindo Errol Flynn, Olivia de Havilland, Rosalind Russell e Patric Knowles em uma história marcada por confusões amorosas e intrigas profissionais. A direção ficou a cargo de Michael Curtiz, um dos cineastas mais importantes da Warner durante a década de 1930 e responsável por vários filmes de aventura estrelados por Flynn. A produção surgiu em um momento particularmente importante da carreira do ator, que havia conquistado enorme popularidade com As Aventuras de Robin Hood, lançado naquele mesmo ano. Interessado em demonstrar sua versatilidade e evitar que sua imagem ficasse restrita aos filmes de capa e espada, Flynn procurou oportunidades em comédias românticas, como esta. Sua personagem, Bob Lansford, é um publicitário inteligente, ambicioso e manipulador que utiliza a imprensa para influenciar a opinião pública e beneficiar seus clientes. Olivia de Havilland interpreta Lorri Dillingwell, enquanto Rosalind Russell vive Jean Christy, a jornalista que acaba envolvida nos planos de Bob. O roteiro combina romance, sátira do mundo jornalístico e humor, utilizando as disputas profissionais como ponto de partida para uma sucessão de complicações sentimentais. A presença de atores experientes como Walter Connolly, Hugh Herbert e Margaret Hamilton também contribui para o estilo característico das comédias hollywoodianas daquele período. 

A recepção comercial de Amando Sem Saber ficou abaixo das expectativas, e o filme não alcançou o sucesso de outras produções protagonizadas por Errol Flynn durante aqueles anos. A obra também não conquistou a mesma reputação de suas aventuras históricas, embora apresente um aspecto interessante de sua trajetória artística: a tentativa de demonstrar que poderia interpretar personagens contemporâneos e participar de comédias sofisticadas. A história oferece ainda uma representação satírica das relações entre imprensa, publicidade, dinheiro e poder, mostrando como campanhas de comunicação podem ser utilizadas tanto para construir quanto para destruir reputações. Essa abordagem tornou-se particularmente curiosa quando observada à luz da evolução posterior das relações públicas e da influência dos meios de comunicação na sociedade. A parceria entre Flynn e Olivia de Havilland também constitui um dos atrativos do longa, pois os dois atores já haviam conquistado grande popularidade juntos e voltariam a dividir a tela em outras produções. Embora Michael Curtiz mantenha o ritmo característico de suas comédias, a quantidade de intrigas e trocas românticas pode tornar a narrativa um pouco movimentada demais para alguns espectadores. Com o passar do tempo, o filme permaneceu como um título menos conhecido de sua filmografia, mas interessante para quem deseja conhecer outras facetas de Errol Flynn, Olivia de Havilland e Rosalind Russell. Hoje, Amando Sem Saber representa uma curiosidade do período clássico de Hollywood e um registro da tentativa de Flynn de ampliar seu repertório para além dos personagens heroicos que o haviam transformado em uma estrela internacional.

Erick Steve. 

O Homem Perfeito

Título no Brasil: O Homem Perfeito
Título Original: The Perfect Specimen
Ano de Lançamento: 1937
País: Estados Unidos
Estúdio: Warner Bros. Pictures 
Direção: Michael Curtiz
Roteiro: Norman Reilly Raine, Lawrence Riley, Brewster Morse e Fritz Falkenstein, baseado no romance de Samuel Hopkins Adams.
Elenco: Errol Flynn, Joan Blondell, Hugh Herbert, Edward Everett Horton, Dick Foran, Beverly Roberts, May Robson, Allen Jenkins e Dennie Moore. 

Sinopse: 
Gerald Beresford Wicks é o herdeiro de uma imensa fortuna e foi criado desde a infância em completo isolamento, sob a rigorosa supervisão de sua avó, que pretende transformá-lo no homem perfeito, física, moral e intelectualmente. Educado para assumir suas responsabilidades familiares, Gerald recebeu conhecimentos sobre inúmeras áreas, mas praticamente não conhece o mundo exterior nem as experiências comuns da vida. Sua rotina começa a mudar quando Mona Carter, uma jovem jornalista curiosa e independente, decide conhecê-lo pessoalmente. Interessada na história do misterioso herdeiro, Mona acaba provocando uma situação que permite aos dois se encontrarem. Percebendo que Gerald possui uma visão extremamente limitada da realidade, ela o incentiva a abandonar temporariamente sua propriedade e descobrir como as pessoas vivem fora daquele ambiente privilegiado. Fascinado pela possibilidade de conhecer o mundo, Gerald resolve partir sem avisar sua família. A decisão provoca grande confusão, pois sua avó acredita que ele foi sequestrado e mobiliza as autoridades para encontrá-lo. Enquanto isso, Gerald acompanha Mona em uma série de experiências inesperadas que colocam à prova toda a educação que recebeu. Durante essa aventura, ele começa a descobrir o amor, a independência e as contradições da sociedade, percebendo que a perfeição imaginada por sua família está muito distante da verdadeira experiência humana. 

Comentários: 
O Homem Perfeito é uma comédia romântica produzida pela Warner Bros. em 1937, período em que Errol Flynn já começava a se consolidar como uma das grandes estrelas de Hollywood. Depois de conquistar popularidade em filmes de aventura, o ator recebeu a oportunidade de experimentar um gênero diferente, interpretando um jovem herdeiro ingênuo que precisa descobrir o mundo por conta própria. A direção ficou a cargo de Michael Curtiz, cineasta com quem Flynn trabalharia novamente em produções de grande importância, incluindo As Aventuras de Robin Hood, lançado em 1938. Joan Blondell interpreta Mona Carter, a jornalista espirituosa que funciona como principal contraponto à educação rígida do protagonista. Hugh Herbert, Edward Everett Horton, Dick Foran e May Robson completam o elenco, contribuindo para o tom cômico da narrativa. A história foi adaptada do romance homônimo de Samuel Hopkins Adams, publicado originalmente em 1936. A produção combina romance, situações humorísticas e uma crítica à educação excessivamente controladora, mostrando como uma pessoa pode adquirir muitos conhecimentos teóricos sem necessariamente compreender a vida real. O filme também oferece uma oportunidade interessante de observar Errol Flynn em uma atuação mais leve e descontraída, distante dos papéis heroicos pelos quais se tornou especialmente conhecido. 

A recepção crítica da época foi moderada, embora o filme tenha encontrado público e obtido um resultado comercial positivo. O crítico Frank S. Nugent, do The New York Times, considerou a produção uma comédia romântica leve, mas pouco envolvente, enquanto a atuação de May Robson recebeu elogios particulares. A revista Time, em sua avaliação publicada em novembro de 1937, também demonstrou reservas quanto à interpretação de Flynn, apesar de reconhecer a premissa curiosa da história. Segundo registros financeiros da Warner Bros., o filme arrecadou aproximadamente US$ 1,28 milhão mundialmente, diante de um orçamento estimado em US$ 505 mil, um resultado comercial favorável para a produção. Embora não tenha alcançado a mesma notoriedade de outros trabalhos da dupla formada por Flynn e Curtiz, O Homem Perfeito permanece como um título interessante da filmografia dos dois artistas. A obra também permite observar o funcionamento das comédias românticas produzidas pelos grandes estúdios americanos durante a década de 1930, com suas histórias de diferenças sociais, conflitos familiares e personagens que precisam romper convenções para encontrar a própria identidade. Para os admiradores de Errol Flynn, o filme representa uma curiosa oportunidade de conhecer uma faceta menos aventureira do ator, enquanto sua parceria com Joan Blondell proporciona boa parte do charme e da leveza da narrativa.

Erick Steve. 

segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Aconteceu Naquela Noite

 Aconteceu Naquela Noite
Clássico do cinema dirigido pelo mestre Frank Capra. Ellie (Claudette Colbert) é uma jovem rica e mimada que vive em atrito com seu pai dominador. Herdeira de uma das maiores fortunas familiares dos Estados Unidos, seu pai deseja que ela se case com um jovem fino e elegante da alta sociedade. Ela não aceita. Para irritá-lo mais ainda, Ellie decide se casar às escondidas com um playboy fútil e frívolo. A ofensa faz com que seu pai consiga através de seu poder e dinheiro anular o casamento, mas Ellie não se dá por vencida e decide fugir, ganhar o mundo para conhecer como vivem as pessoas comuns. Assim acaba conhecendo Peter (Clark Gable), um jovem repórter desempregado, que deseja usar sua história para ganhar as manchetes dos grandes jornais. A aproximação entre eles logo se revela mais interessante do que Ellie inicialmente pensava. Frank Capra foi um dos grandes cineastas da história de Hollywood. Ele foi figura de destaque dentro do cinema americano durante a grande depressão. O diretor entendeu a complicada situação em que o país vivia, com muita miséria e desemprego, e decidiu filmar produções com temáticas positivas, para levantar o moral do povo americano. Assim seus filmes ficaram bem queridos pela nação, pois injetavam otimismo e confiança no futuro para todos aqueles que sofriam os terríveis efeitos da depressão econômica.

"Aconteceu Naquela Noite" é até hoje muito lembrado. Na verdade é um filme leve, uma comédia romântica muito bem escrita que apresenta ótimos diálogos (alguns bem ousados para os anos 30) e um delicioso "duelo" em cena entre os mitos Clark Gable e Claudette Colbert. Ela está perfeita em sua caracterização de garota moderna, que era muito popular entre as feministas daqueles tempos. Curiosamente o filme também mostrou o poder que Hollywood poderia exercer no mundo da moda e dos costumes. Nos anos 30 era padrão entre os homens americanos o uso de duas camisas - uma interna e outra por fora. Pois bem, em determinada cena de "It Happened One Night" Gable retira sua camisa e revela o peito nu para Claudette Colbert, mostrando que ele não usava duas camisas.

O momento considerado quase pornográfico pelos padrões morais dos anos 30 acabou virando sensação e moda pois da noite para o dia o americano médio aboliu também sua camisa interna - numa clara demonstração de que o cinema também poderia ditar as regras da moda. Clark Gable, que já era um grande galã, virou símbolo máximo da sensualidade e ousadia. Esse filme aliás foi seu segundo maior sucesso de bilheteria, ficando atrás apenas de "E o Vento Levou" que se tornaria por décadas o maior sucesso de bilheteria de todos os tempos. Quem diria que uma simples camisa iria fazer tanta diferença...

Aconteceu Naquela Noite (It Happened One Night, Estados Unidos, 1934) Estúdio: Columbia Pictures / Direção: Frank Capra / Roteiro: Robert Riskin, Samuel Hopkins Adams / Elenco: Clark Gable, Claudette Colbert, Walter Connolly, Roscoe Karns, Jameson Thomas, Alan Hale / Sinopse: Jovem rica e mimada se envolve com um homem comum, da classe trabalhadora, deixando seu pai muito iritado. Filme vencedor do Oscar nas categorias de melhor filme, melhor ator (Clark Gable), melhor atriz (Claudette Colbert), melhor direção (Frank Capra) e melhor roteiro adaptado (Robert Riskin).

Pablo Aluísio.

Quando o Diabo Atiça

Título no Brasil: Quando o Diabo Atiça
Título Original: Forsaking All Others
Ano de Produção: 1934
País: Estados Unidos
Estúdio: Metro-Goldwyn-Mayer (MGM)
Direção: W.S. Van Dyke
Roteiro: Joseph L. Mankiewicz, Frank Cavett
Elenco: Robert Montgomery, Joan Crawford, Clark Gable, Charles Butterworth, Billie Burke
  
Sinopse:
Dillon Todd (Robert Montgomery) acaba abandonando sua noiva Mary Clay (Joan Crawford) no altar. Ele, que sempre teve dúvidas sobre esse casamento, resolve seguir a voz do coração, indo atrás de sua grande paixão do passado, Connie. Mary por sua vez fica arrasada, mas resolve seguir em frente com sua vida. Tentado reconstruir sua vida sentimental ela acaba conhecendo Jeff Williams (Clark Gable) que, interessado por ela, resolve cortejá-la. O problema é que Mary ainda ama Dillon e esse, ao que tudo indica, parece estar arrependido pelo que fez. E agora, com quem Mary decidirá ficar?

Comentários:
A história desse filme é bem curiosa. O romance foi escrito para ser uma novela de rádio. Teve tanto sucesso em sua transmissão que acabou virando uma peça de teatro. Depois foi finalmente adaptada para o cinema. O primeiro filme lançado nos cinemas foi justamente esse aqui. Esqueça o esquisito (e até divertido) título nacional. Essa produção da MGM nos distantes anos 1930, captura bem um enredo que no fundo não passa de uma paródia de costumes, tentando até mesmo fazer graça de situações potencialmente mais dramáticas. Um dos destaques do filme, como não poderia deixar de ser, vem do elenco. Embora fosse estrelado pelo galã relutante Robert Montgomery, o grande nome do elenco é mesmo Clark Gable. Nessa época ele ainda não tinha se tornado o mito que viria a ser, principalmente após atuar no grande clássico "E o Vento Levou", mas já era um galã de renome. Desfilando seu tipo característico, ele encontrou uma parceira de cena à altura: a diva Joan Crawford. Essa atriz, que anos depois seria alvo de várias biografias que de certo modo procuravam destruir sua imagem perante o público, tem aqui uma de suas atuações mais marcantes. Joan Crawford era naturalmente glamorosa e mesmo quando atuava em personagens que não exigiam toda essa pompa, jamais de despia completamente de sua figura de grande estrela de cinema. Assim temos um dos mais interessantes filmes do cineasta W.S. Van Dyke. A conclusão final é que apesar da passagem do tempo os relacionamentos entre homens e mulheres não mudaram tanto assim! Continuam problemáticos, com desencontros, brigas e reconciliações improváveis. Igual na vida real. Em certos aspectos continuam como sempre foram, o que sempre dá farto material a ser explorado por livros e filmes românticos. Assista e confira.

Pablo Aluísio.