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segunda-feira, 8 de junho de 2026

Paul Newman - The Helen Morgan Story (1957)

Paul Newman - The Helen Morgan Story (1957)
O filme The Helen Morgan Story foi lançado em 10 de outubro de 1957, dirigido por Michael Curtiz e estrelado por Ann Blyth, Paul Newman, Richard Carlson, Gene Evans, Cara Williams e Alan King. O longa é uma cinebiografia da cantora e atriz Helen Morgan, uma das mais famosas intérpretes da Broadway durante as décadas de 1920 e 1930. A história acompanha sua ascensão meteórica ao estrelato nos clubes noturnos e nos palcos nova-iorquinos, destacando especialmente seu enorme sucesso na produção teatral Show Boat. Paralelamente ao reconhecimento artístico, o filme retrata sua vida pessoal turbulenta, marcada por relacionamentos difíceis, inseguranças emocionais e problemas crescentes com o alcoolismo. À medida que sua carreira atinge o auge, sua vida privada começa a se deteriorar. A narrativa procura mostrar o contraste entre a artista adorada pelo público e a mulher que enfrentava profundas dificuldades pessoais. O filme combina elementos de drama biográfico e musical. Assim, The Helen Morgan Story apresenta um retrato clássico da ascensão e queda de uma estrela do entretenimento.

Quando foi lançado, The Helen Morgan Story recebeu uma recepção crítica positiva, embora não entusiasmada. O The New York Times observou que o filme era “uma biografia convencional, mas conduzida com competência e sensibilidade”. Já o Los Angeles Times elogiou a interpretação de Ann Blyth, destacando sua elegância e capacidade de transmitir a vulnerabilidade da protagonista. A revista Variety descreveu o filme como “um drama bem produzido que consegue despertar interesse mesmo para espectadores pouco familiarizados com Helen Morgan”. Muitos críticos consideraram que a direção experiente de Michael Curtiz ajudava a dar ritmo e emoção à narrativa. Entretanto, alguns especialistas apontaram que o roteiro suavizava certos aspectos mais sombrios da vida real da cantora. Ainda assim, a produção foi reconhecida pela qualidade de sua reconstituição de época. Dessa forma, a recepção inicial foi favorável, ainda que sem o impacto de outras grandes cinebiografias da década.

O aspecto mais comentado pela crítica foi a participação de Paul Newman, que na época começava a consolidar sua posição como uma das grandes promessas de Hollywood. Embora o foco da história fosse Helen Morgan, muitos críticos destacaram a força dramática de Newman em suas cenas. Publicações como The New Yorker elogiaram a elegância visual da produção e a recriação dos ambientes da Broadway e dos clubes noturnos da Era do Jazz. O filme não recebeu indicações importantes ao Oscar, mas foi respeitado pela crítica especializada como uma produção de prestígio da Warner Bros.. Com o passar dos anos, estudiosos do cinema passaram a observar o filme como um exemplo típico das cinebiografias hollywoodianas dos anos 1950, período em que muitos aspectos controversos da vida de figuras públicas eram suavizados para atender aos padrões do Código Hays. Ainda assim, a obra manteve seu valor histórico e artístico. Sua reputação crítica permaneceu estável ao longo do tempo.

Do ponto de vista comercial, The Helen Morgan Story teve um desempenho respeitável, embora não extraordinário. O filme atraiu especialmente espectadores familiarizados com a carreira da verdadeira Helen Morgan e admiradores dos dramas musicais da época. A presença de Paul Newman ajudou a ampliar o interesse do público, enquanto Ann Blyth já era uma atriz bastante conhecida em Hollywood. O longa teve arrecadação suficiente para ser considerado um resultado satisfatório para o estúdio, mas não figurou entre os maiores sucessos de 1957. O público geralmente reagiu de forma positiva à história emocional e às sequências musicais. Exibições posteriores na televisão contribuíram para manter viva a memória da produção. Assim, o filme encontrou seu público e consolidou-se como uma cinebiografia respeitada. Seu desempenho comercial refletiu mais o interesse pelo gênero do que um fenômeno de bilheteria.

Atualmente, The Helen Morgan Story é lembrado principalmente por três motivos: por retratar uma figura importante da história da Broadway, por representar um dos trabalhos tardios do lendário diretor Michael Curtiz e por trazer um jovem Paul Newman em ascensão. Críticos modernos costumam reconhecer as qualidades da produção, embora observem que o filme segue muitas convenções típicas das biografias hollywoodianas dos anos 1950. A atuação de Ann Blyth continua sendo bastante elogiada, especialmente por transmitir a fragilidade emocional da protagonista. O longa também desperta interesse entre pesquisadores da história da música popular americana e do teatro musical. Embora não seja considerado um clássico de primeira linha, mantém uma reputação sólida entre admiradores do cinema biográfico clássico. Sua reconstrução da era dos grandes clubes noturnos continua atraente. Dessa forma, The Helen Morgan Story permanece uma obra respeitável e interessante dentro da filmografia de seu período.

Com Lágrimas na Voz (The Helen Morgan Story, Estados Unidos, 1957) Direção: Michael Curtiz / Roteiro: Oscar Saul, Dean Riesner e Stephen Longstreet, baseado na vida de Helen Morgan /
Elenco: Ann Blyth, Paul Newman, Richard Carlson, Gene Evans, Cara Williams e Alan King /
Sinopse: A trajetória da cantora Helen Morgan, desde sua ascensão ao estrelato na Broadway até os problemas pessoais e profissionais que ameaçaram destruir sua carreira e sua vida.

Erick Steve. 

segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

Com Lágrimas na Voz

Título no Brasil: Com Lágrimas na Voz
Título Original: The Helen Morgan Story
Ano de Lançamento: 1957
País: Estados Unidos
Estúdio: Warner Bros
Direção: Michael Curtiz
Roteiro: Oscar Saul, Dean Riesner
Elenco: Ann Blyth, Paul Newman, Richard Carlson, Gene Evans, Alan King, Cara Williams

Sinopse:
O filme conta a história da cantora norte-americana Helen Morgan. De origem humilde e sofrida, ela vai aos poucos abrindo as portas para o sucesso com seu grande talento. Após muito esforço artístico finalmente chega à fama e à fortuna, apenas para perder tudo depois para o álcool e para suas péssimas escolhas pessoais.

Comentários:
No começo de sua carreira as comparações com James Dean incomodaram muito Paul Newman. Certo, eram dois atores da mesma geração, inclusive tiveram a mesma formação dramática no Actors Studio de Nova Iorque, mas no fundo, no fundo, tinham pouca coisa a ver. E Newman sabia que tentar ser o "novo James Dean" seria uma cilada. Assim colocou o ego de lado e foi atrás de bons roteiros. Queria ser bom ator e não apenas um astro jovem de Hollywood. E estava disposto a atuar em filmes com excelentes histórias, mesmo que para isso tivesse que atuar em um papel mais secundário. É o que vemos aqui. Um bom drama sobre a vida de uma artista que sucumbe ás armadilhas da fama e do sucesso. Com direção firme de Michael Curtiz e excelente atuação da atriz Ann Blyth, que foi injustamente esnobada pelo Oscar, esse é um drama envolvente e emocional, tudo na medida certa. Bons tempos eram esses em que o cinema contava histórias de dramas trágicos de pessoas amarguradas e infelizes por suas escolhas. Certamente a sétima arte era muito mais profunda e complexa nesse aspecto. Arte mesmo, de verdade. 

Pablo Aluísio.