Mostrando postagens com marcador Robert Taylor. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Robert Taylor. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 23 de março de 2026

Robert Taylor

Robert Taylor
Robert Taylor foi um dos grandes astros de Hollywood durante as décadas de 1930, 1940 e 1950, conhecido por sua aparência elegante, presença marcante e versatilidade em diferentes gêneros cinematográficos. Ele nasceu em 5 de agosto de 1911, na cidade de Filley, no estado de Nebraska, nos Estados Unidos, com o nome de Spangler Arlington Brugh. Filho de um médico, Taylor teve uma educação relativamente confortável e demonstrou interesse por artes desde jovem, especialmente música, chegando a estudar violoncelo. No entanto, foi durante seus estudos universitários que ele começou a se interessar pela atuação, participando de peças teatrais que chamaram a atenção de agentes de talentos. Sua mudança para Hollywood ocorreu no início da década de 1930, quando assinou contrato com o poderoso estúdio Metro-Goldwyn-Mayer, que rapidamente percebeu seu potencial como galã.

Sua ascensão ao estrelato foi rápida, especialmente após seu papel no filme Magnificent Obsession (1935), ao lado de Irene Dunne, que consolidou sua imagem como protagonista romântico. Durante os anos seguintes, Robert Taylor tornou-se um dos principais rostos da MGM, participando de diversos filmes de sucesso e trabalhando ao lado de grandes atrizes da época. Entre seus trabalhos mais notáveis está o clássico Camille (1936), no qual contracenou com Greta Garbo, uma das maiores estrelas do cinema mundial. Ao longo de sua carreira, Taylor demonstrou capacidade de atuar tanto em dramas românticos quanto em filmes históricos e aventuras. Um de seus papéis mais lembrados foi no épico medieval Ivanhoe (1952), onde interpretou o herói do título, consolidando sua popularidade junto ao público internacional.

Durante a Segunda Guerra Mundial, Robert Taylor interrompeu temporariamente sua carreira cinematográfica para servir nas forças armadas dos Estados Unidos. Ele atuou principalmente como instrutor de voo e participou da produção de filmes de treinamento militar, contribuindo para o esforço de guerra. Após o conflito, Taylor retornou a Hollywood e passou a diversificar ainda mais seus papéis, buscando personagens mais maduros e complexos. Na década de 1950, ele se destacou especialmente em filmes do gênero faroeste, que estavam em grande popularidade naquele período. Sua presença nesses filmes ajudou a consolidar sua imagem como um ator versátil, capaz de se adaptar às mudanças da indústria cinematográfica e às preferências do público.

Além de sua carreira no cinema, Robert Taylor também teve uma vida pessoal bastante comentada. Ele foi casado com a atriz Barbara Stanwyck, uma das maiores estrelas de Hollywood, em um relacionamento que durou de 1939 a 1952. Posteriormente, casou-se com Ursula Thiess, com quem teve filhos. Ao longo de sua vida, Taylor também se envolveu em questões políticas, especialmente durante o período da Guerra Fria, quando participou de investigações relacionadas à influência comunista em Hollywood, um tema controverso na história do cinema americano. Apesar dessas polêmicas, sua carreira artística continuou sólida, e ele manteve seu status de estrela por muitos anos, tanto no cinema quanto na televisão.

Robert Taylor faleceu em 8 de junho de 1969, aos 57 anos, vítima de câncer de pulmão. Seu legado permanece importante na história do cinema clássico de Hollywood, sendo lembrado como um dos grandes galãs da chamada “Era de Ouro” dos estúdios. Sua filmografia inclui dezenas de produções que marcaram época e continuam sendo apreciadas por fãs de cinema até hoje. Taylor representou um tipo de ator que combinava carisma, elegância e profissionalismo, características que o tornaram um dos nomes mais duradouros de sua geração. Ao longo das décadas, seu trabalho contribuiu para definir o estilo e o glamour do cinema hollywoodiano clássico, garantindo-lhe um lugar de destaque na memória cultural do século XX.

Erick Steve. 

segunda-feira, 16 de março de 2026

Os Cavaleiros da Távola Redonda

Título no Brasil: Os Cavaleiros da Távola Redonda
Título Original: Knights of the Round Table
Ano de Produção: 1953
País: Estados Unidos
Estúdio: Metro-Goldwyn-Mayer (MGM)
Direção: Richard Thorpe
Roteiro: Talbot Jennings, Jan Lustig
Elenco: Robert Taylor, Ava Gardner, Mel Ferrer, Anne Crawford, Stanley Baker, Felix Aylmer

Sinopse:
Na idade Média o jovem plebeu Arthur consegue retirar a espada Excalibur de uma rocha. Assim se torna o Rei da Inglaterra. Ao lado de Merlin ele começa a reinar. Forma um grupo de valentes cavaleiros e entrenta os desafios de ser o monarca de um dos reinos mais importantes da Europa. Filme indicado ao Oscar nas categorias de melhor direção de arte e melhor som.

Comentários:
Produção luxuosa da Metro que se propõe a contar a lendária história do Rei Arthur. O estúdio não mediu esforços e realmente disponibilizou uma produção digna dessa figura mitológica da cultura britânica. Dessa forma o filme apresenta bem elaborados cenários, figurino luxuoso e bastente colorido e cenas de excelente nível técnico. O interessante é que o filme acabou sendo "roubado" pela atuação da atriz Ava Gardner. Ela interpreta Guinevere e rouba a cena com uma sensualidade à flora da pele. Coloca Arthur como coadjuvante e torna seu romance com o cavaleiro Lancelot, o grande interesse do filme como um todo. Definitivamente Robert Taylor não está à altura de sua partner em cena. Hoje em dia o filme surpreende por ser ultra colorido. Não apenas na direção de fotografia, mas também nas roupas dos atores. E o mais curioso de tudo é que isso é exatamente o que faziam os nobres na Idade Média. Quanto mais colorida fosse sua roupa, mas ele esbanjava sinais de poder e riqueza. Dessa maneira, por uma dessas ironias do destino, o filme que hoje pode ser encarado até mesmo como algo meio exagerado, na realidade apenas mostra como as pessoas da época se vestiam de fato. No mais a impressão que fica é a de que assistimos a um filme que é, acima de tudo, bonito de se ver.

Pablo Aluísio.

Um Yankee em Oxford

Título no Brasil: Um Yankee em Oxford
Título Original: A Yank at Oxford
Ano de Lançamento: 1938
País: Reino Unido
Estúdio: Metro-Goldwyn-Mayer
Direção: Jack Conway
Roteiro: George Oppenheimer, John Monk Saunders
Elenco: Robert Taylor, Lionel Barrymore, Maureen O'Sullivan, Vivien Leigh, Edmund Gwenn, Griffith Jones

Sinopse:
A história acompanha Lee Sheridan, um jovem e talentoso atleta americano que recebe uma bolsa de estudos para estudar na prestigiosa Universidade de Oxford, na Inglaterra. Acostumado ao estilo competitivo e direto dos esportes universitários dos Estados Unidos, Sheridan encontra dificuldades para se adaptar às tradições e à disciplina do ambiente acadêmico britânico. Seu comportamento arrogante e impulsivo acaba gerando conflitos com colegas e professores, colocando em risco sua permanência na universidade. Ao mesmo tempo, ele se envolve em um romance com uma jovem inglesa, o que contribui para sua transformação pessoal. A narrativa acompanha o processo de amadurecimento do protagonista enquanto ele aprende a lidar com respeito, amizade e espírito esportivo.

Comentários:
Quando foi lançado em 1938, A Yank at Oxford foi bem recebido pelo público e pela crítica. O jornal The New York Times destacou o charme da produção e o carisma de Robert Taylor no papel principal, além de elogiar a ambientação convincente no universo acadêmico de Oxford. A presença de Vivien Leigh, ainda no início de sua carreira internacional, também chamou atenção, especialmente porque ela se tornaria uma das maiores estrelas de Hollywood pouco tempo depois ao protagonizar Gone with the Wind (1939). Comercialmente, o filme teve um desempenho sólido e ajudou a fortalecer a presença da Metro-Goldwyn-Mayer no cinema britânico da época. Hoje Um Yankee em Oxford é lembrado como um agradável drama esportivo e universitário da era clássica de Hollywood, além de ser visto como um registro interessante de um momento inicial da carreira de Vivien Leigh antes de sua consagração internacional.

Pablo Aluísio.

quinta-feira, 10 de julho de 2025

Ivanhoé - O Vingador do Rei

Filmes clássicos ambientados na Idade Média sempre me deixaram surpreso com as cores do figurino, os exageros do Technicolor, as roupas multicoloridas. E o mais interessante de tudo é que esses filmes retrataram muito bem esse período histórico. Na Idade Média era assim mesmo. Roupas coloridas eram associadas aos nobres pois esse tipo de coloração era algo extremamente caro, longe da realidade dos pobres e plebeus. Por essa razão havia cavaleiros com roupas extravagantes, exageradamente coloridas. Era sinal de riqueza, status e poder.

Esse filme "Ivanhoé, o Vingador do Rei" foi um típico filme feito em Hollywood mostrando e explorando as aventuras de um famoso personagem medieval. O roteiro não se sobressai muito do que era a média dos anos 1950, mas o filme se notabilizou principalmente pelo elenco muito bom. Uma jovem e bonita Elizabeth Taylor domina o filme da primeira à última cena. Ela inclusive, ao meu ver, ofusca completamente o verdadeiro astro do filme, o canastrão Robert Taylor. Apesar dos nomes artísticos semelhantes é bom frisar que eles não tinham qualquer laço de parentesco. Enfim, uma bela aventura medieval. Cheio de clichês, é verdade, mas um filme símbolo daqueles anos. Até hoje consigo me divertir com essa produção.

Ivanhoé, o Vingador do Rei (Ivanhoe, Estados Unidos, 1952) Direção: Richard Thorpe / Roteiro: Noel Langley / Elenco: Robert Taylor, Elizabeth Taylor, Joan Fontaine, George Sanders, Emlyn Williams / Sinopse: Esse filme clássico recria as aventuras do famoso personagem Ivanhoé, que luta contra as forças do mal enquanto tenta proteger sua amada.

Pablo Aluísio.