
O roteiro mistura ficção com realidade histórica (pelo menos para os que aceitam o conteúdo bíblico como fato histórico). Personagens que na Bíblia são secundários aqui ganham bastante atenção como José de Arimatéia e Simão, o Mago. Esse último é citado no novo testamento como um mágico que desafiou Pedro publicamente. Ofereceu dinheiro pelo poder de realizar milagres e foi repelido pelo principal apóstolo de Cristo. A cena final com Simão tentando provar ao imperador Nero que poderia voar (algo que nem Jesus conseguiu em vida) é muito divertida mesmo. Enfim, apesar de Newman ter odiado sua atuação aqui (chegou a publicar um pedido de desculpas em um jornal americano por sua fraca atuação) não posso dizer que o resultado final seja ruim. "O Cálice Sagrado" é um épico diferente, estranho até em certas passagens, mas que tenta ser inteligente e instigante. Isso já justifica sua existência.
O Cálice Sagrado (The Silver Chalice, Estados Unidos, 1954) Direção: Victor Saville / Roteiro: Thomas B. Costain, Lesser Samuels / Elenco: Paul Newman, Virginia Mayo, Pier Angeli, Jack Palance / Sinopse: Escravo de nome Basilio (Paul Newman) é designado para a confecção daquele que teria sido o último cálice usado por Jesus Cristo na última ceia.
Pablo Aluísio.
Cinema Clássico
ResponderExcluirPablo Aluísio
Pablo:
ResponderExcluirO José de Arimatéia se tornou uma figura na Bíblia porque se supeita que ele foi o responsável por ter feito desparecer o corpo de Jesus Cristo do túmulo, desaparecimento esse que levou a hipótese, ao milagre, da ressurreição. Se pensarmos o que essa "ressurreição" rendeu à Igreja Católica, da pra entender o sumiço do Arimateia.
Corr. "O José de Arimatéia se tornou uma figura OBSCURA na..."
ExcluirHoje não se saberá mais o que realmente aconteceu. São coisas que se perderam no tempo. Acredito até mesmo que se tudo fosse revelado pela História e Arqueologia, os pilares da religião iriam balançar, quem sabe até mesmo cair...
ResponderExcluir