segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026
James Dean
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026
Hollywood Boulevard - Rock Hudson - Texto II
Então Rock começou a aparecer em pequenos papéis, só para ir se acostumando. Seu primeiro filme foi o drama de guerra "Sangue, Suor e Lágrimas" de 1948. O personagem de Rock só tinha uma linha de diálogo. Ele aparecia numa cena de reunião de militares no QG da Força Aérea. Interpretava um oficial, um segundo tenente. Não foi nada espetacular, porém demonstrou que Rock levava muito jeito, pois fica ótimo na tela de cinema. Um executivo comentou: "Rock e as câmeras se amavam. Era amor à primeira vista! Bastava aparecer por alguns segundos para que todos prestassem atenção nele, inclusive as mulheres, que ficavam loucas por aquele homem alto, bonito e muito másculo".
Rock também assinou um contrato com o agente Henry Willson. Ele era considerado um dos melhores agentes de atores de Hollywood na época. Muito bem articulado, bem relacionado dentro da indústria. Henry, um velho homossexual, era visto como um grande fazedor de astros. Vários galãs já tinham passado por sua agência. No fundo ele sabia que Rock ainda era uma joia bruta, que precisava ser lapidada, trabalhada, por isso não mediu esforços para promovê-lo.
Henry começou a levar Rock para as principais festas de Hollywood, onde frequentavam os grandes executivos, diretores, donos de estúdio. Eram justamente nessas festas que elencos inteiros de grandes produções eram escalados. Fazer sucesso na carreira em Hollywood significava também fazer sucesso no meio social da cidade. Você tinha que fazer um certo jogo, um certo charme, em determinados lugares. Então algum diretor ou produtor iria se interessar por você e um novo filme estaria ao seu alcance. Rock logo entendeu isso e jogou o jogo. E acabou se dando muito bem...
Pablo Aluísio.
A Praia dos Biquínis
Título Original: Bikini Beach
Ano de Produção: 1964
País: Estados Unidos
Estúdio: Warner Bros
Direção: William Asher
Roteiro: William Asher, Leo Townsend
Elenco: Frankie Avalon, Annette Funicello, Martha Hyer, Don Rickles, Harvey Lembeck, John Ashley
Sinopse:
Entre várias ondas na praia, o jovem Frankie (Frankie Avalon) tenta conquistar mais uma vez o coração da doce e maravilhosa Dee Dee (Annette Funicello). Para isso porém ele terá que enfrentar mais uma vez as artimanhas de Eric Von Zipper (Harvey Lembeck) e seus motoqueiros e um cientista maluco, que quer provar que adolescentes e primatas possuem os mesmos instintos básicos de acasalamento!
Comentários:
Se você tiver curiosidade em saber como eram os filmes feitos para o público adolescente nos anos 60, uma boa dica é esse filme de verão chamado "Bikini Beach". Estrelado pelo casalzinho sensação da época, Frankie Avalon e Annette Funicello, essas produções eram extremamente lucrativas, porque tinham uma orçamento quase mínimo (esse aqui custou apenas 600 mil dólares!) e conseguiam faturar muito bem nas bilheterias. Essa fita aqui, por exemplo, foi a terceira de uma longa série de fitas rápidas que começaram com "A Praia dos Amores" no ano anterior, sendo seguida de "Quanto Mais Músculos Melhor". Haveria ainda um quarto filme intitulado "Folias na Praia" em 1965. Todos esses filmes foram bastante reprisados no Brasil, na década de 70, na Sessão da Tarde, por isso acabaram bem populares por aqui. Os roteiros eram sempre bem básicos. Avalon e Funicello em eterno namorico pelas praias da Califórnia, sendo importunados pelo motoqueiro maluco Eric Von Zipper (Harvey Lembeck). Tudo realmente muito pueril, inocente, bem de acordo com os padrões da época. Hoje em dia esses filmes, de baixo teor artístico e cinematográfico, servem apenas como curiosidades nostálgicas. Frankie Avalon, por exemplo, até tentou emplacar uma carreira de cantor ao estilo Elvis Presley, mas como ele definitivamente não era Elvis, acabou ficando pelo meio do caminho. De qualquer maneira assista e conheça, nem que seja para matar as saudades de um tempo que não existe mais.
Pablo Aluísio.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026
Mentira Salvadora
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026
Marlon Brando e o Sindicato de Ladrões
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026
Sindicato de Ladrões
Para Marlon Brando esse filme era o retrato de todos os fracassados da América. Todos os derrotados pelo sistema. Aquelas pessoas que não conseguiam o sucesso, a fama e a fortuna. Ele interpretava um boxeador com uma carreira cheia de fracassos que entregava as lutas para que a máfia ganhasse dinheiro fácil no mundo das apostas esportivas. Algum tempo depois essa mesma quadrilha acabava cometendo um crime, colocando um peso a mais na consciência do personagem de Brando. Era aqui que Kazan tentava justificar seus atos no passado, tentando criar uma justificativa baseada em grandes valores para todos aqueles que entregavam seus antigos comparsas ou como no caso dele, dos antigos companheiros de causa.
O filme traz um retrato cru e realista. As cenas foram rodadas nas ruas e nas docas, no meio de pessoas comuns, sem excessos de produção e nem nada do tipo. Marlon Brando, com seu jeito da classe trabalhadora, simplesmente atuava ao lado das pessoas do dia a dia, sempre procurando pelo realismo. Seu talento lhe valeu o primeiro Oscar de sua carreira. Curiosamente Brando compareceu à cerimônia onde recebeu a estatueta de uma linda Grace Kelly. Depois tirou fotos e seguiu todo o protocolo da Academia. Algo que iria renegar anos depois quando seria premiado por "O Poderoso Chefão", ao recusar a premiação. No caso do Oscar vencido por "Sindicato de Ladrões" ele decidiu dar a estatueta para um amigo. Era uma forma dele demonstrar que não dava valor ao Oscar e nem à Academia. Também era uma maneira rebelde de se dissociar da futilidade de uma Hollywood que em sua opinião era vazia e sem sentido. De uma forma ou outra o filme foi aclamado por público e crítica, vencendo os principais prêmios de cinema naquele ano. Foi a forma de Hollywood dizer que finalmente Kazan estava perdoado.
Pablo Aluísio.
segunda-feira, 26 de janeiro de 2026
Burt Lancaster
quinta-feira, 22 de janeiro de 2026
Brutalidade Mortal
segunda-feira, 19 de janeiro de 2026
Dias de Glória
sexta-feira, 16 de janeiro de 2026
Almas Rebeldes
segunda-feira, 12 de janeiro de 2026
O Príncipe e o Mendigo
segunda-feira, 5 de janeiro de 2026
A Carga da Brigada Ligeira
O elenco é liderado pelo astro da época, Errol Flynn. Lembrando certos momentos de filmes anteriores seus o ator consegue trazer credibilidade ao papel. Como era um galã o roteiro traz o seu inevitável interesse romântico contando novamente com Olivia de Havilland. O diferencial é que aqui ela é disputada por Flynn e seu irmão, um agente da diplomacia inglesa. David Niven também está no filme mas em um papel tão apagado que sua presença é desperdiçada, pois o seu personagem é totalmente secundário e coadjuvante. A produção é mais uma bem sucedida parceria entre o cineasta veterano Michael Curtiz e o astro Errol Flynn. Juntos realizaram grandes sucessos como "As Aventuras de Robin Hood" e "Capitão Blood", sempre contando com a ótima produção dos estúdios Warner. Em suma, "A Carga da Brigada Ligeira" ainda é um excelente filme e mostra que é possível mesclar eventos reais históricos com ficção sem perder a qualidade e o interesse. Recomendo com certeza!
A Carga da Brigada Ligeira (The Charge of the Light Brigade,Estados Unidos, 1936) Direção: Michael Curtiz / Roteiro: Michael Jacoby baseado na obra de Alfred Lord Tennyson / Elenco: Errol Flynn, Olivia de Havilland, Patric Knowles, Henry Stephenson, Donald Crisp, Nigel Bruce, David Niven / Sinopse: O filme narra a história do regimento 27 de lanceiros do exército britânico na Índia. Durante uma invasão a um forte guarnecido pela companhia, um líder tribal local promoveu uma verdadeira chacina matando mulheres e crianças. Em represália o jovem Major Geoffrey Vickers (Errol Flynn) resolve por conta própria e em desrespeito a uma ordem dada atacar as tropas russas e do Khan para vingar a morte daquelas pessoas.
Pablo Aluísio.
Filmografia Errol Flynn
quinta-feira, 1 de janeiro de 2026
O Imigrante
O Garoto
Charles Chaplin foi um dos maiores gênios da história do cinema. Um humanista que usou sua arte para mostrar os problemas sociais e econômicos de seu tempo. O seu mais famoso personagem, o vagabundo, é sem dúvida uma criação genial, fruto da própria vivência de Chaplin, que vindo de origem humilde, sabia muito bem sobre a vida dos excluídos, dos pobres e abandonados que vagavam pelas ruas atrás de uma oportunidade qualquer. Em "O Garoto" ele abraça definitivamente esse cinema mais consciente, ainda com muito bom humor, mas também com uma preocupação em mostrar a crueldade do sistema, que jogava à margem milhares de pessoas desprovidas. Uma dessas pessoas era justamente o garoto que dá nome ao filme. Ele nasce em um lugar miserável e é abandonado pela mãe que não tinha condições de criar seu filho. Logo após esse fato triste o vagabundo (conhecido no Brasil pelo nome Carlitos) acabava encontrando a criança abandonada e mesmo sendo um pobre homem, que mal podia cuidar de si mesmo, resolvia criar o pequeno abandonado. Mesmo sendo tão pobre quanto sua mãe,
Carlitos resolve assumir a responsabilidade. E contra todas as previsões eles acabam formando uma bela dupla, vivendo de dar pequenos golpes pela vizinhança. O garoto ira lhe ajudar na luta pela sobrevivência, por exemplo, quebrando as vidraças das casas para logo após surgir Carlitos, distraído, andando pelas ruas, oferecendo seus serviços de vidraceiro. Esse ponto da história, claro, gera cenas de puro humor no filme. As coisas mudam quando a assistência social tem conhecimento da existência do garoto sendo criado por um vagabundo como Carlitos. A partir daí eles são separados, o que cria excelentes momentos do roteiro de Chaplin, intercalando cenas que oram são comoventes, ora são engraçadas e divertidas. Cenas que apenas gênios da sétima arte como Charles Chaplin, poderiam criar. Aqui temos outro exemplo do talento inigualável de Chaplin pois ele era capaz de fazer rir e chorar em questão de segundos, manipulando as emoções do público de forma magistral.
Mesmo passado tanto tempo "O Garoto" ainda comove. Seu roteiro tem obviamente toques biográficos, pois o próprio Chaplin se tornou um órfão quando garoto pois sua mãe apresentou desde muito cedo problemas mentais fazendo com que ele e seu irmão Sidney fossem enviados para diversos orfanatos de Londres. Assim quando vemos o garoto chorando ao ser levado por agentes da assistência social entendemos logo que aquele é o próprio Chaplin relembrando de fatos tristes de sua infância. Na verdade os dois personagens, tanto o vagabundo como também o garoto, são faces de uma mesma personalidade, a de seu criador, Charles Chaplin. "O Garoto" marcou muito, tanto que virou um ícone cultural relembrado até hoje. A imagem do vagabundo ao lado do garoto em uma rua suja e abandonada ainda evoca muita emoção. Um momento eterno e inesquecível da história do cinema.
O Garoto (The Kid, Estados Unidos, 1921) Direção: Charles Chaplin / Roteiro: Charles Chaplin / Elenco: Charles Chaplin, Jackie Coogan, Carl Miller, Edna Purviance / Sinopse: Carlitos (Chaplin), o eterno vagabundo, encontra uma criança abandonada e resolve criar como se fosse seu filho. A relação fraterna será bruscamente interrompida quando a assistência social tenta levar o garoto para um orfanato. Filme escolhido pela National Film Preservation Board para preservação da memória cultural dos Estados Unidos,
Pablo Aluísio.
















